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7 de dez. de 2010

There is Nothing Left to Lose (Foo Fighters, 1999)

  




There is Nothing Left to Lose é o terceiro álbum da banda de rock alternativo Foo Fighters, que foi lançado em 2 de novembro de 1999. "Breakout", uma das canções do álbum, foi (ou fez parte) da trilha sonora do filme Eu, eu mesmo e Irene. O álbum é bastante interessante, com um som agradável. Por isso e por outros motivos, será resenhado agora.Vamos lá.  

Produção: 1999| Tempo de disco: 46:24| Gênero: Rock Alternativo
Melhor música: Breakout - Pior música: Aurora

Stacked Actors - É a primeira música do álbum, trás consigo um ritmo agressivo, mais voltado ao hard rock. Tem momentos calmos também, é uma música, podemos assim dizer, neutra. Pois possui essas duas características. 

Breakout - Como disse no ínicio do post, foi tema do filme Eu, eu mesmo e Irene, e em minha simples opinião é a melhor música do álbum. Tem um ritmo muito animado, muito boa de se ouvir. O tempo dos instrumentos é excelente. Com direito à "explosões". 

Learn to Fly - Ritmo bastante comum, mais mesmo assim não deixa de ser uma boa música. Não se destaca entre as outras. A guitarra e a bateria são parte essencial da música.

Gimme Stitches - Ótima introdução, e também com essencial participação da guitarra. Poderia ser a melhor música do álbum, mas como "Breakout" ocupa esse posto, será considerada a segunda melhor. 

Generator -  Boa música, com uma excelente introdução e mais uma vez (terceira) a participação da guitarra é essencial, e nesse caso, vital. Ótimos vocais de David Grohl, em minha classificação, seria a terceira melhor do álbum. Realmente muito boa.

Aurora - Música menos animada e menos corrida até agora. É uma música um pouco mais "tranquila" em relação às outras. Os instrumentos ficam um pouco tímidos nela.Talvez isso cause um pouco de monotonia. 

Live-in Skin -  Excelente introdução de guitarra. Música com um excelente ritmo e ótima para quem gosta de ouvir uma música boa. Mais uma vez, David Grohl está de parabéns. 

Next Year - Introdução com vocais, e depois um ritmo meio constante. Não deixa de ser boa, pra quem aprecia uma música mais calma e ao mesmo tempo "agitada". 

Headwires - Tem um ritmo bem diferente em relação às outras, é meio chata. Os instrumentos foram deixados como uma coisa à parte, foram deixados em segundo plano. Somente no meio, ganha um pouco mais de agitação. 

Ain't It the Life - Tem uma característica meio "praiana", vamos assim dizer. Não é ruim, porém para os fãs de hard rock seria bem chata. Mas não pode ser ignorada. Tem seu valor.

M.I.A - Música normal. Não há nada que possa destacá-la. O ritmo é o mesmo, é característico da banda. Não é chata, é mais ou menos. Enfim, pode ser apreciada também. 

É isso aí galera! Aqui acaba mais uma resenha no Hoedawn. Dessa vez descobrimos e apreciamos a banda de Rock Alternativo, Foo Fighters. Uma banda boa, e com características marcantes. Espero que tenham gostado!
Abraços e até a próxima! 
Pedro Oliveira.

2 de dez. de 2010

Stadium Arcadium (Red Hot Chili Peppers, 2006)

 



 


Stadium Arcadium é o nono álbum de estúdio da banda americana de funk rock Red Hot Chili Peppers (RHCP), que foi lançado em Maio de 2006. Este também foi o último álbum da banda com seu guitarrista John Frusciante. O álbum é dividido em 2 CDs, ou seja, é um álbum duplo, com 28 músicas. O primeiro disco é chamado Jupiter e o segundo de Mars. Outras 10 foram lançandas como b-sides (porém, não estão presentes nesta resenha).
Esse foi o álbum escolhido para ser analisado hoje.


Produção: 2006 | Tempo de disco: 122:34 | Gênero: Funk rock e Rock alternativo
Melhor música: Tell me Baby e Dani California -  Pior música: If


Dani California - É uma das músicas mais conhecidas do álbum, tem fortes batidas do baterista Chad Smith, com momentos mais agressivos e outros mais calmos. Excelente vocal de Anthony Kiedis. Junto com Tell me Baby, ocupa a posíção de melhor música do álbum.


Snow ((Hey Oh)) - Boas alternâncias entre baixo e bateria, ritmo excelente, em nenhum momento algum instrumento foge do tempo da música, mais uma vez com excelente vocal e back vocal.


Charlie - Minha preferida do cd, até agora, a única que assumiu um ritmo diferente, com uso de instrumentos diferentes dos comuns, a banda consegue um som bom. E algumas "brincadeiras" a com a voz de Anthony Kiedis e no meio, fortes batidas se sobressaem. Excelente música. 


Stadium Arcadium - Música que dá nome ao álbum, no seu ínicio tem um ritmo mais calmo e durante o percorrer do tempo, assume um ritmo um pouquinho mais agressivo. Mas não deixa de ser excelente.


Hump De Bump - Tem o ritmo mais animado até agora, bastante atrativa para pessoas que gostam de músicas mais agitadas. O surgimento de novos e incomuns instrumentos é marcante.


She's only 18 - Bastante calma, com predominância do baixo no ínicio e no meio. Durante alguns minutos, fica agitada e a guitarra assume o posto de instrumento predominante.


Slow Cheetah - Segue o padrão, calma no ínicio e um pouco mais agitada no meio. Mas entre todas até agora, é a mais calma. Muito boa.


Torture Me - Muito, muito agressiva mesmo. Acho que pelo nome, podemos prever isso. Apesar do som pesado, é boa.


Strip My Mind - Começa com back vocals, depois o vocalista assume. O mesmo ritmo, só que menos agressivo e mais relaxante. Boa para quem não quer ouvir barulheira. 


Especially in Michigan - Muito boa para quem quer um pouco de agitação. A guitarra fica tão alta que é meio dificil ouvir a voz de Anthony Kiedis.


Warlocks - Começa com um estilo meio de Jazz e depois assume o costumeiro ritmo do Red Hot Chili Peppers.


C'mon girl - Ritmo corrido. Dessa vez com uso de um instrumento diferente, além das costumeiras guitarradas e da bateria. 


Wet Sand - Ritmo muito calmo no início, com acordes graves. E fracas batidas, além de uma presente e importante participação da guitarra.


Hey - Do  mesmo jeito da anterior. Tem fracas batidas, presente participação da guitarra, só que com um vocal mais fraco.


Disco 2 

Desecration Smile - Violão no início, vocal um pouco mais fino que o normal. Mesmo assim, uma boa música. No meio, fica um pouco mais agressiva, é a parte mais empolgante. Ritmo bom.


Tell Me Baby - É, em minha opinião, a melhor música dos dois discos. Com um ritmo bem animado, embala todos os que a ouvirem. Pelo nome, muitos, até eu, podem julgar como música lenta e chata. Mas fui totalmente contrariado e surpreendido. No início, dá essa impressão. Apenas no meio começa a animação.


Hard to Concetrate - Boa música, com ritmo contagiante. Apesar de parecer um pouco melancólica, é bastante boa.


21st Century - Boa guitarra e ritmo. Contagiante. 


She looks to me - Um pouco mais "romântica" podemos assim dizer, mas com o ritmo de costume


Readymade - Ótima introdução com o baixo, depois com a entrada da guitarra e da bateria, dá um impulso grande na animação da música.


If - Pior música de todo o álbum. É chata e sonolenta.

Make You Feel Better - Bom começo, com guitarra e bateria. Ritmo meio corrido, mas não deixa de ser uma música excelente e notável.

Animal Bar - Um pouco mais calma. Ritmo diferente de todas as outras músicas, agrada apenas à alguns gostos.

So Much I - É a que tem mais estilo rock. Super rápida e com bastante barulho.

Storm in a Teacup - Muito boa música, com começo igual ao das outras, porém com um desenvolvimento bem diferente e mais legal.

We believe - Essa sim, é bem diferente. Porém pode agradar à todos.

Turn it Again - Penúltima música do álbum. Tem acorder finos e batidas consistentes, vocal perfeito para esse tipo de ritmo.

Death of a Martian - É talvez a mais melancólica do álbum, talvez porque ela se chama death of a martian. Mais no meio, ela ganha a animação de costume.

É isso aí pessoal, foi uma ótima noite com Red Hot Chili Peppers. Obrigado pela atenção, sou iniciante com esse tipo de blog, por isso a resenha pode não ter ficado muito boa. Mas prometo evoluir daqui pra frente. Abraços e até a próxima!
Pedro Oliveira.

Diesel and Dust (Midnight Oil, 1987)



Diesel and Dust é o sexto álbum de estúdio lançado em 1987 pela banda australiana de rock alternativo Midnight Oil. O disco é classificado como "conceitual", ou seja, aborda temas distintos e incluídos no enredo do álbum, trazendo histórias e assuntos que são debatidos pelos fãs e críticos em geral. Neste trabalho dos australianos conhecidos também como The Oils o assunto abordado é relacionado à luta dos Aborígenes Australianos envolvidos em causas ambientas, tema muito querido pela banda, que é mais conhecida por suas críticas sociais. E hoje este é o álbum escolhido por mim para ser mais detalhado, em uma resenha.



Produção: 1987| Tempo de disco: 46:37 | Gênero: Rock Alternativo
Melhor música: Beds Are Burning  - Pior Música: Whoah

Beds Are Burning - Certamente é a melhor música e a mais conhecida da banda australiana. Esta canção deu mais projeção ao grupo, sendo o carro-chefe de todas as turnês realizadas pelo conjunto. É a típica música que todo fã do Midnight Oil deve conhecer. Segundo os integrantes da banda, o ritmo da canção foi inspirado nos ruídos produzidos pro carros transitando pelas estradas de piçarra, muito comuns na austrália, como é possível ver no clipe.

Put Down That Weapon - Segunda canção do disco, esta faixa é carregada pela bateria de Robert Hirst, um dos líderes da banda. Os sintetizadores de Jim Moginie também se fazem muito presentes em uma das melhores músicas do disco, na minha singela opinião.

Dreamworld - Mais agressiva, a terceira faixa do álbum é, junto com todas os outros trabalhos, ilustrada com críticas sociais, principalmente no título. Não menos nas letras, Dreamworld é uma faixa muito conhecida pelos fãs dos "The Oils", e também sempre foi lembrada junto com as duas canções anteriores.

Arctic World - Diferentemente da canção anterior, Arctic World traz um Midnight Oil mais engajado nas canções voltadas para um lado mais emotivo, causando uma sensação de conforto em todos que ouvirem. Outro fato importante que vale ser ressaltado é a relação entre o título (Mundo Ártico, traduzido) e o barulho semelhante à gotas d'água, indicando que todo este '"mundo ártico", está derretendo.

Warakurna - Como todas as faixas do álbum, este trabalho da banda australiana é carregado na bateria tocada por Hirst, e a voz de Peter Garrett, que é uma das marcas registradas do grupo formado ainda nos anos 70, como poucos sabem. Warakurna é uma pequena cidade situada no Oeste da Austrália, e já foi visitada pela banda na turnê "Black Fella White Fella".

The Dead Heart - É impressionante perceber a facilidade que o Midnight Oil tem em fazer críticas sociais. Não prestei muita atenção nas letras ao escrever esta resenha, mas os títulos das canções me parecem uma crítica em si, mais exatamente mostrando que a banda estava do lado dos Aborígenes, povo típico da austrália. O título da canção foi inspirado no "coração morto", nome dado ao deserto pouco populoso da Austrália, um país que é muito deserto, e seus moradores são distribuídos ao longo da costa oeste.

Whoah - A sétima canção do álbum segue a linha das canções menos críticas, e mais voltadas à produção de músicas agradáveis ao público. O título é repetido pelo backing vocal que trabalha na faixa constantemente, talvez por isso foi dado o nome de "Whoah". A canção foi escolhida como a pior do álbum, mas não pode ser descartada da obra, sendo que é uma ótima canção, ou seja, a "pior das melhores".

Bullroarer - O backing vocal muito presente na música anterior também marca presença nesta bonita faixa, que teve seu nome inspirado em um instrumento tradicional australiano que produz um som parecido com zumbidos. A canção é uma bonita homenagem ao povo típico australiano, os Aborígenes. Assim como todo o álbum na verdade.

Sell My Soul - Esta faixa valoriza mais a guitarra de Martin Rotsey. Garrett, o vocalista da banda, lidera o grupo em mais uma canção enérgica e que trata de assuntos polêmicos, como pode-se perceber em toda a extensão do álbum, que é um trabalho conceitual.

Sometimes - Uma das canções mais curtas do álbum, Sometimes apresenta uma banda mais voltada para o Reggae, mas se revezando entre momentos sublimes e vocais trêmulos de Garrett. Aliás, este último aspecto é uma das críticas sempre feitas contra a banda, o vocal inconstante de Peter Garrett. Mas enfim, a banda é uma espécie de RATM (Rage Against the Machine) australiana, pois suas letras são voltadas às críticas sociais.

Gunbarrel Highway - Mais próxima de um hit, a última faixa do disco Diesel and Dust fecha com "chave de ouro" este maravilhoso álbum, com um ritmo mais agradável, trazendo todas as características que tornaram o Midnight Oil uma das bandas mais bem-sucedidas da Austrália.

Então foi isso amigos, o álbum escolhido hoje foi o Diesel and Dust, de 1987 produzido pela ótima banda, como ressaltado antes, carinhosamente chamada pelos fãs de The Oils, um apelido que faz relação ao nome da banda, Midnight Oil. Até o nome é uma espécie de crítica musical. A banda sempre se mostrou muito engajada em causas sociais, e neste disco o assunto tratado foi a luta dos Aborígenes Australianos, povo que sempre foi muito ameaçado por causa das atrocidades que o homem vem causando à natureza, e isso todos nós sabemos que não é de hoje. Pois então vou deixando vocês com mais este álbum maravilhoso, um dos melhores em minha opinião dos anos 80, uma das décadas mais bem aproveitadas por várias bandas, onde nós podemos ver muitos ótimos trabalhos, e este álbum não deixou por menos, e honrou todo o seu legado. 



17 de out. de 2010

Neon Ballroom (Silverchair, 1999)


Neon Ballroom é o terceiro álbum de estúdio da banda australiana de rock alternativo Silverchair. Mostra um iminente amadurecimento de todos os membros da banda, trazendo mais consistência e ao mesmo tempo experimentos usando vários instrumentos de todos os segmentos musicais. Hoje nós vamos analisar o álbum em si, trazendo pontos positivos (e negativos) da obra.

O álbum começa com a magnífica Emotion Sickness, que combina aparentemente uma orquestra bem arranjada com o resto dos instrumentos de praxe em uma banda de rock alternativo, tal como Nirvana e Smashing Pumpkins. O som pesado permanece dando o tom em Anthem for the Year 2000, mesmo que esta segunda faixa seja menos rock, e com mais batidas de rapcore. Ana's Song (Open Fire) é uma faixa inspirada no problema que o vocalista Daniel Johns teve relacionado ao seu peso. Ele sofreu de anorexia antes da gravação do disco, aparecendo cada vez mais magro durante as sessões.

Spawn Again é uma versão da música Spawn gravada para o filme de mesmo nome, que conta a história do herói da Marvel, que voltou do inferno fazendo um pacto com o demônio. É verdade que a música é violenta, combinando com toda a história. Miss You Love é o hit do álbum, simplesmente genial. A música, como o título, fala sobre amor, e todos os elementos que criam uma espécie de One Hit Wonder acerca do Silverchair. Já Dearest Helpless usa um loop in no começo, causando toda uma sensação de metal, fazendo com que a música se aproxime de um estilo grunge. Do You Feel the Same? igualmente.

Black Tangled Heart em sua introdução traz uma banda bem mais consistente em relação ao seu álbum anterior de 1997 chamado Freak Show. Só a introdução já mostra toda a evolução que rondou a banda nestes anos em que Johns passou por problemas pessoais e etc. Point of View mostra que o Silverchair mesmo evoluindo demais não largou suas raízes, e usa os elementos principais do Rock Alternativo, que consistem em: Guitarra pesada; Bateria Solta e Vocais sofridos. Geralmente se as bandas não preenchem esse quesito não são consideradas tanto alternativo assim, sendo tachados de New Age.

Satin Sheets e Paint Pastel Princess são as últimas faixas antes do fim do álbum, e mostram mesmo que a banda não largou suas origens. Rock pesado, usando todos os componentes - principalmente a guitarra - de uma banda Hardcore. A voz de Johns é sofrida, como a de quase todos os vocalistas de rock alternativo. Não vamos generalizar. Steam Will Rise fecha os trabalhos do álbum Neon Ballroom de 1999 da banda australiana Silverchair, liderada por Daniel Johns. Hoje este álbum foi escolhido por ser uma aquisição recente minha que vim estudando nestes últimos tempos, e achei que merecia ser analisada. Abraços, e até a próxima!.

13 de out. de 2010

Night Train (Keane, 2009)


Night Train é um Extended Play (curto demais para ser álbum, longo demais para ser single) da banda inglesa de Piano Rock Keane. Conta com a participação dos artistas Tigarah e K'NAAN. E hoje nós vamos fazer a avaliação deste álbum, música por música.

House Lights - É apenas uma introdução para o EP, trazendo barulhos semelhantes ao de um trem em movimento.

Back in Time - Agressivamente começa definitivamente o álbum. Com um trabalho de sintetizadores de dar inveja, o EP se desenvolve com a voz sofrida do frontman da banda Tom Chaplin, que tinha muitos vícios - inclusive de álcool -  antes de se internar em uma clínica de reabilitação. A música é o começo de todos os trabalhos.

Stop for a Minute - Com uma mistura de rapcore e as palmas no fundo, a música é um dueto entre Chaplin e o rapper Somali-canadense K'Naan, que canta a música tema da copa do mundo de 2010, na África do Sul. A canção é um exemplo de como parcerias opostas podem ser um ótimo negócio.

Clear Skies - A faixa começa com um duplete entre a bateria de Richard Hughes e o violão de Tim Rice-Oxley. Chaplin (o cantor), entra com sua voz sofrida para cantar os singelos versos desta canção pouco difundida entre os fãs da banda.

Ishin Denshin (You've Got to Help Yourself) - Sabe aqueles ruídos de internet discada? pois é, a música começa com a combinação entre este ruído e palmas de uma possível torcida de algum esporte. A música mostra mais um dueto que deu muito certo, entre o Keane e a MC Japonesa Tigarah. Ela canta os versos em japonês, enquanto Chaplin se encarrega de cantar o refrão sensacional e animador.

Your Love - Um exemplo de uma música que usa a batida do sintetizador combinada com a bateria para dar o ritmo. Rice-Oxley toma os vocais de Chaplin nesta faixa. Mas não deixa por menos ou decepciona, ao contrário, dá um show particular, usando sua guitarra como contra-peso para essa magnífica canção que fala de amor.

Looking Back - A música tema do filme Rocky (1976) parece ser a introdução desta canção. Mas o dueto entre K'Naan volta à cena. E deu mais certo que o esperado viu, sensacional. Ele dá uma de rapper mesmo e canta os versos combinando como se fosse uma batalha entre MCs.

My Shadow - Fechando os trabalhos, essa faixa mostra a síntese da banda, que consiste no piano e vocal de Chaplin, combinando com todos os outros instrumentos. A voz fina e sofrida de Chaplin com certeza é também uma marca registrada do Keane. E nesta canção todos os elementos combinam perfeitamente, fechando o EP Night Train com chave de ouro, melhor, chave de Keane.

Por hoje é só galera, hoje nós vimos um álbum que comprei ontem para analisar, e tenho certeza de que foi uma ótima aquisição, tendo em vista que esperava um álbum mais longo, este Extended Play tomou todas as expectativas, trazendo uma música de boa qualidade, característico do Keane. Você pode pedir sua resenha assim como o @pedrooliveira__ fez, e terá o seu álbum preferido avaliado por mim, abraços e até a próxima!.

2 de out. de 2010

Mellon Collie and the Infinite Sadness (The Smashing Pumpkins, 1995)



Mellon Collie and the Infinite Sadness é o terceiro álbum de estúdio da banda americana de Rock Alternativo The Smashing Pumpkins. O disco de 28 faixas foi lançado no dia 24 de Outubro de 1995 nos EUA. O álbum conceitual foca na melancolia (principalmente no título), e trata sobre o ciclo entre vida e morte. Assim, um disco representaria a vida, e outro a morte. E hoje nós vamos conceituar mais um pouco esta obra

Mellon Collie and the Infinite Sadness - É a primeira faixa do disco, e traz o título do álbum. É basicamente um belo solo de piano executado pelo líder da banda, Billy Corgan.

Tonight, Tonight - É uma das músicas mais conhecidas da banda. E tem merecidamente um clipe à sua altura. Traz uma banda extremamente consistente trabalhando com uma orquestra, que dá o tom magnífico em toda a faixa. Vale a pena escutar. O desempenho da Chicago Symphony Orchestra é de se aplaudir de pé.


Jellybelly - A banda volta ao seu posto de grupo barulhento, trazendo mais barulho que música consistente, coisa que se alternou em Tonight, Tonight.


Zero - Continuando, mais barulho que melodia. Mas esta música é bem mais elaborada, trazendo versos decoráveis e sendo bem melodiosa.


Here Is No Why - O riff é bem executado por Corgan. A música volta a trazer a alternância de voz do vocalista, que é uma das marcas da banda.


Bullet with Butterfly Wings - Com certeza é um dos maiores sucessos da banda. A bateria pesada de Jimmy Chamberlin situa a faixa como uma pesada música digna de aparecer em qualquer álbum de Heavy Metal.


To Forgive - A melancolia começa a tomar conta do álbum. Muitos dizem que é como um bilhete de suicídio de Corgan. mas esta música é calma, sem muito alarde. É despretenciosa até dizer chega.


Fuck You (And Ode to No One) - Tanto o título como o tom da música expressam o segundo lado do The Smashing Pumpkins. As letras, sempre como bilhetes de suicídio, e melodia pesada cheia de todos os instrumentos.


Love - Um trabalho de sintetizadores faz com que a faixa pareça recortada, com várias peças sendo coladas.  A voz radiofônica de Corgan dá o tom.


Cupid de Locke - Saindo do padrão, a banda se vê obrigada a fazer músicas com mais melodia do que barulho, pois só assim atingiria o público em seu total.


Galapogos - Calma e bem elaborada, Galapogos traz à todos um Billy Corgan com uma voz sofrida, dando todo o tom que o álbum necessitava.


Muzzle - Como em todas as outras faixas (exceção de Galapogos e Cupid de Locke), a banda traz um ritmo pesado, carregado por baterias enfurecidas e guitarra com efeitos de heavy metal.


Porceline of the Vast Oceans - Antes do fim, esta épica faixa de 9 minutos faz com que os fãs fiquem excitados tendo em vista de que ainda havia mais um disco para se ouvir. E ela leva assim, até o fim, os espectadores. Ritmo pesado, tom de heavy metal mesmo.


Take Me Down - Fechando o primeiro disco, Take Me Down é uma singela composição de James Iha, com ritmo leve e pegada de R&B.
Disco Dois, Parte 2


Where the Boys Fear to Tread - Só a introdução já lembra uma banda de Rock pesado, guitarras
desafinando para dar e vender. E assim se fez a primeira faixa do segundo disco, que representa em seu todo a noite, e a morte.


Bodies - A levada pesada continua, sem trazer muita melodia, constrastando com os gritos angústiantes de Corgan. "Love is Suicide", diz um trecho da faixa.


Thirty-Three - É uma das melhores canções do álbum. E faz jus ao nome, em quantidade. É a personificação de todo o trabalho melancólico de Billy Corgan, com o mesmo fazendo uma performance invejável sentado à frente de um piano.


In the Arms of Sleep - Jazz. Essa música tem um ritmo similar às composições mais fiéis deste ritmo.


1979 - D'arcy Wretzky, o baixista, finalmente aparece nesta faixa, e traz toda ela em suas costas, na levada do seu baixo. Corgan com sua voz sofrida também marca esta canção.


Tales of a Scorched Earth - No começo, um sintetizador traz à todos uma guitarra pesada e bateria frenética, que leva toda a canção, até seu término. Corgan dá o tom com gritos histéricos dentro da faixa.


Thru the Eyes of Ruby - 7 minutos de pura improvisação de um piano despretencioso, acompanhado por todos os outros instrumentos.


Stumbleine - Os títulos das faixas são complexos. Não posso dizer o mesmo das faixas em si. Mas essa canção traz um dueto impressionante entre Corgan e seu violão, fazendo várias escalas.


X.Y.U. - Queria ter uma conversa com quem cria os títulos das canções. É tanta complexidade que assusta. No mais, esta é outra música de 7 minutos que traz toda aquela levada de Heavy Metal antes citada. Mas isso é Rock Alternativo, no fim.


We Only Come out at Night - O baixo de Wretzky toma todo o riff da canção, e em seguida entra Corgan repetindo os versos do título, e o resto da faixa. A alternância do tom da voz dele é com certeza uma das marcas mais lembradas do grupo.


Beautiful - Completando o show de Wretzky, agora no vocal, Beatiful é uma triste canção que traz todos os instrumentos realmente em uma sincronia considerável. E assim, faz com que o resto da faixa seja acompanhado por a sempre sofrida voz de Corgan.


Lily (My One and Only) - É simplesmente uma capela de todos os intregrantes, atrás de uma bateria de Jazz, somente com o timbal. 


By Starlight - Penúltima faixa, traz Corgan com a voz extremamente sofrida, sobrepondo todos os padrões de sofrimento.


Farewell and Goodnight - Confesso que na versão em que baixei o álbum, é meio difícil ouvir a última faixa do álbum. Triste, mas no que eu pude perceber, a canção é uma pequena improvisação, que faz com que o álbum seja fechado singelamente, sem muito alarde.

Então foi isso amigos, 28 faixas de pura melancolia. E depois dessa eu vou me despedindo de vocês. Sempre lembrando que você pode pedir uma avaliação do álbum que preferir, você só terá o trabalho de escrever na Cbox à direita da postagem, em cima. Abraços, e até a próxima postagem!

1 de out. de 2010

The Queen Is Dead (The Smiths, 1986)


The Queen Is Dead é o terceiro álbum de estúdio da banda Inglesa de Rock Alternativo The Smiths. O álbum é certamente o mais aclamado pela crítica em geral. E hoje nós vamos fazer a análise dele, uma pequena resenha. Vamos avaliar música por música, como sempre. O álbum merece.

The Queen Is Dead - É a primeira faixa e dá título ao álbum. Nesta canção podemos ver um lado pendendo bem para o Hard Rock, uma característica que definitivamente não combina com a banda. A voz de Morrissey recitando os versos é a marca registrada do The Smiths, uma espécie de "Os Silvas", pois Smith é um dos sobrenomes mais comuns da Inglaterra.

Frankly, Mr Shankly - Podemos perceber a influência do Britpop nesta música, mesmo que a banda tenha sido formada antes do início deste movimento. Também possui um ritmo meio R&B (Rythm & Blues). O ponto alto do álbum ainda está por vir. Aliás, esse foi um dos mais produtivos álbuns do The Smiths, como antes citado.

I Know It's Over - A banda sempre foi aclamada também por suas canções extremamente depressivas e reflexivas, talvez por isso seus fãs tenham a fama de melancólicos. Mas nesta faixa percebemos que mesmo que o objetivo da banda não seja - eu acho que é - ser melancólico, dá um tom. E as letras, que levam todo o ritmo, também retratam esse lado.

Never Had No One Ever - E toda a tristeza que se iniciava em I Know It's Over continua a assombrar. A faixa possui uma melodia calma, e traz Morrissey com seus trejeitos nos vocais, sempre dando um show particular. Ele certamente é um dos maiores vocalistas - e pessoa - da história.

Cemetry Gates - Nossa, que susto. O álbum muda totalmente, de uma melancolia sem fim se transforma numa explosão do britpop. Cemetry Gates é uma das músicas mais alegres do álbum. Somente a música, com sua bela melodia e os arranjos vocais feitos por Morrissey. A letra sugere um grupo de pessoas fazendo um nada convencional passeio, situando-se em um cemitério, e lá, questionam as razões da vida e etc.

Bigmouth Strikes Again - Absolutamente sensacional, roubou o posto de hit do álbum. É uma das músicas mais conhecidas da banda, trazendo uma letra confusa. Mas o que importa? Todo o resto cumpre o papel, e encobre com uma sutileza incomparável. Sweetness/Sweetness I was only joking when I said I'd like to smash every tooth in your head. Vai me dizer que você entendeu?

The Boy With The Thorn In His Side - O garoto eternamente atormentado. A letra sugere um garoto (óbvio) que se sente inseguro, guardando seu ódio dentro de si, e assim, fica atormentado pelo desejo de conhecer o mundo ao seu redor. Uma completa obra de arte da dupla Morrissey/Marr. É o maior sucesso para se tocar em qualquer festa de Flashbacks dos anos 80.

Vicar In A Tutu - Vencendo todo aquele período tristonho, esta música vem para quebrar toda a melancolia, que em seguida vai voltar ao álbum. Mas este pequeno tempo, esta música, nos faz pensar de tão genial que a banda é, a música não precisa de mais nada. É o que é, sem precisar ser mudado, nunca. The Smiths inspira, toda a genialidade de Morrissey nos fascina.

There Is A Light That Never Goes Out - Perdendo todo o sentido, a música foi preterida a ser o maior sucesso, o carro-chefe do álbum, mas perdeu o posto para Bigmouth Strikes Again. Nada que desvalorize esta obra de arte. É uma real obra de arte, vale muito a pena ouvir. A música termina magníficamente  num fade out com os dizeres do verso, do título. Maravilhoso.

Some Girls Are Bigger Than Others - Aqui, um trabalho sensacional de Morrissey. Claro que fechando o disco, deveria haver alguma coisa para se tirar de proveitoso. E com certeza isso é a voz de Morrissey, e suas reflexões. Ele sabe se expressar perfeitamente sobre alguns assuntos pouco discutidos, transfomando a música, muitas vezes confusa e não muito elaborada, em meros veículos para suas letras espetaculares. Termina em mais um fade out contendo a repetição contínua do título, com o backing vocal feito também por esse gênio da música.

Chega ao fim toda a resenha. Uma inspiração magnífica me trouxe até aqui para escrever sobre um dos álbuns mais sensacionais da história. Não é à toa que é o melhor disco do The Smiths, uma banda que possui uma curta vida, mas que trouxe e nos brindou com álbuns tão perfeitos, mas singelos. A capa foi feita por Morrissey, e apresenta o ator Alain Delon, no filme de 1964 chamado L'Insoumis. Esta foi uma inspiradíssima postagem amigos, esperem por mais resenhas e reviews, lembrando que se você quiser me ver avaliando um álbum do seu gosto, é só mandar um e-mail para danilo.frazao@hotmail.com, ou escrever na cbox ao lado. Abraços, e até a próxima resenha e/ou review.

Danilo Frazão.

Hurley (Weezer, 2010)



Hoje vamos inaugurar a nova coluna do blog, que vai tratar de somente fazer uma revisão de alguns álbuns, sendo bem rápida e prática. O Hurley tem muito mais do que só uma capa simpática ilustrando o ator chileno-americano Jorge Garcia, o Hurley Reyes do seriado Lost.

O álbum tem vários pontos positivos, e também nos reserva pontos negativos, obviamente. Posso conceituar o Hurley como sendo um dos álbuns mais monótonos do Weezer, pois traz aquela mesmice insuportável. As músicas que só trazem pequenos versos sem muito ritmo, fazendo com que o Weezer sempre fique com médias baixas. Mas não só isso, podemos trazer outros pontos positivos também, como o lado do marketing, a banda "invadindo" o Youtube.com para promover o álbum. É extremamente interessante esse lado marqueteiro da banda. Podemos exemplificá-lo no clipe Porks and Beans, onde 25 vídeos virais da internet se revezam.

Vocês devem ter percebido uma pequena imagem abaixo do álbum, trazendo 8 estrelas, que pode ser interpretado como a nota do álbum. Eu digo que é nota 8 por causa de todo o marketing que ronda o cd. Mas dentro dele, na mídia, as músicas deccepcionaram um pouco. Existem também algumas faixas especiais, que envolvem no mais um cover meio sem graça da música "Viva La Vida", da banda Coldplay. A mesmice marca esta obra do Weezer. Então foi isso amigos, uma rápida passada só revisando este disco. Esperem por mais.

25 de set. de 2010

Armed Forces (Elvis Costello & The Attractions, 1979)


O terceiro álbum de estúdio do artista inglês de Rock Alternativo Elvis Costello seria inicialmente chamado de Emotional Fascism. Mas no fim, chamou-se Armed Forces. E hoje vamos analisar música por música este álbum tão importante para a "New Wave" mundial, sendo que foi constantemente elogiado, e colocado em altos patamares no mundo inteiro, principalmente no Reino Unido.

Accidents Will Happen - É a primeira música do álbum. A melodia calma começa com uma das alterações rápidas de voz que o cantor faz. Aliás, o seu jeito de cantar é a marca deste artista tão premiado. Ele parece "cantar falando", enfim, vocês podem pesquisar as músicas e saber ao certo do que estou falando. Accidents Will Happen é uma das músicas mais conhecidas de Elvis. Elvis Costello.

Senior Service - A música começa fazendo uma escala no que parece ser um orgão. O ritmo é bem mais ligado em relação à primeira música, Accidents Will Happen. A melodia é confusa, tendo várias alterações de tom e etc. O cantor dá um show acompanhando toda a escala constante que acompanha a música. É uma música perfeita para qualquer comercial televisivo, a letra sugere isto.

Oliver's Army - É sem dúvidas a música mais conhecida de Elvis Costello. Até por ter sido amplamente divulgada no mundo inteiro na época de seu lançamento. E assim mesmo podemos escalar ela para qualquer playlist que se preze. A melodia é calma e de fácil decoração. Hit, é, hit. Esse é um. O Raimundos fez um cover desta canção.

Big Boys - Esta música começa com uma capela bem rápida de Elvis. A bateria entra logo em seguida para dar o tom até o final. Big Boys fala sobre a extrema preocupação e ciúme que afeta uma relação. É uma das melhores músicas do álbum em minha humilde opinião.

Green Shirt - É Natal? não, mas o começo sugere. Elvis simplesmente recita a música, não ele não canta. Só no decorrer da música que ele vai pegando no batente e soltando a voz de vez. A bateria é extremamente presente nesta música, constrastando com a voz do cantor inglês.

Party Girl - Finalmente, o ritmo é semelhante à uma balada romântica. O título é semelhante. E a música em si é uma balada romântica. Então, não há mais nada para definir. A música é muito boa e marca o início das músicas melosas para os casais de Elvis. Ele daí em diante começa a passar mel com açúcar em seus álbuns. Essa é a fórmula do sucesso.

Goon Squad - Se tem alguma música que combine com a capa, é Goon Squad. O ritmo é violento, como se fosse uma guerra. Ou o atropelo de uma manada de elefantes furiosos. Elvis Costello canta esta música com o pulso firme, e no refrão uma voz grossa acompanha o cantor.

Busy Bodies - Semelhante à Oliver's Army. Aliás, o Elvis marca também por sua consistência musical nos álbuns. Não há uma mudança de ritmo considerável entre as músicas. Parece um medley de todas as músicas anteriores, como se estivesse repetindo o ritmo. Improvisação, talvez.

Sunday's Best - Entre em um parque de diversões. Você certamente ouvirá uma musiquinha tocar no carrossel. E será parecida com Sunday's Best. Sim, preste atenção, feche os olhos e se imagine nesta situação. A letra sugere exatamente o mesmo que o título. Boa música, nostalgia pode explodir a partir daí.

Moods For Moderns - Elvis chega finalmente ao seu lugar. Músicas que repetem o verso do título constantemente. "Moods For Moderns" é repetida pelo menos 109209 vezes nesta música. Acredite.

Chemistry Class - Outro pico de romantismo e melosidade. Costello recita os trechos, mas canta o resto. Outro ponto destacável é a facilidade do título definir a música e seu ritmo. A melodia é digna de uma canção romântica de bandas de Heavy Metal. Ex: É obrigado a fazer, e por isso parece com uma manta de retalhos.

Two Little Hitlers - Crítica social? não, é simplesmente Elvis Costello. Ele consegue colocar tudo em uma música, toda a sua letra. E isso faz com que algumas música sejam péssimas, e outras sensacionais. Raramente existe meio termo. O título sugere exatamente do que a música trata. Dois pequenos Hitlers.

(What's So Funny 'Bout) Peace, Love And Understanding? - Parece que a melhor música ficou para o final. A saideira acontece com uma canção forte, com todos os instrumentos e intregantes se doando ao máximo. O resultado foi essa maravilhosa canção. Curiosamente Elvis Costello muda ao extremo sua música, deixando-a grossa e viril. E ele canta cuspindo. Nessa música sim.

Então foi isso, espero que vocês tenham gostado de mais esta resenha que fiz para o blog. Saí um pouco do Rock Progressivo e vim para uma coisa mais tradicional, nada complicado, tudo Elvis Costello mesmo. Ele consegue transformar as coisas complicadas em simples e despretenciosas canções. Abraços e até a próxima!

20 de set. de 2010

Origin of Symmetry (Muse, 2001)


Origin of Symmetry, de 2001, é o 2º álbum da banda inglesa de rock alternativo Muse. Bandas do estilo de Muse, como The Mars Volta, possuem álbuns incrívelmente monótonos no sentido da melodia das músicas, que se repete, tal como no Punk Rock. É meio difícil definir o álbum como sendo um dos obrigatórios na história do Rock, mas hoje irei "definhar" o álbum música por música.

New Born - É a primeira faixa do álbum, e já deixa claro para o que a banda veio. Com os instrumentos violentamente tocando simultaneamente com a voz estilo "sofrida" do vocalista Matthew Bellamy, contrastando com o backing vocal feito por Christopher Wolstenholme. É bem agressiva, como acontece no álbum inteiro, usa este vocal sofrido como âncora.

Bliss - A melodia espacial marca esta ótima segunda faixa. Digo espacial, referindo-me ao uso muito bem feito dos sintetizadores, e os efeitos da guitarra de Bellamy. Assim como no Punk Rock, a guitarra tem o efeito similar ao usado por Bob Marley em algumas de suas canções. A voz sofrida segue dando o tom, rs.

Space Dementia - Começa com um breve solo de piano, até a bateria entrar junto com o resto da parafernalha usada por uma banda que se preze. Como já estamos acostumados, chega a voz sofrida de Matthew Bellamy, que nesta faixa é acentuada com o uso de efeitos junto à voz, tornando-a mais "fake" o possível. Esta música tem diversas variações no ritmo.

Hyper Music - De Hyper não tem nada, só a letra. É nesta parte do álbum que o mesmo começa a ficar enjoativo. A guitarra metralha, mas não convence, como sempre. A voz pende pra um lado mais Metal, usando o baixo como guia. Não sei ao certo por que estou fazendo a resenha deste álbum. É aquela mesmice de álbuns de Rock Alternativo.

Plug In Baby - Aleluia, a voz fica normal nesta faixa. Curiosidade: Ela faz parte da playlist do jogo Guitar Hero 5. Então, sabemos que ela começa com um riff, tem uma ponte, e um solo. Mas não com qualidade, isso é fogo. A música faz jus ao título, começando com uma guitarra solista dando o tom, até Bellamy chegar com sua voz ofegante cansada de ser sofrida.

Citizen Erased - Músicas de 7 minutos ou mais, sim, essa é uma. Mas... não é um música de 7 minutos. Na verdade é um sofrimento em forma de música, de 7 minutos. E se tivesse algumas alterações no ritmo, seria mais interessante. Mas não tem.

Micro Cuts - Finalmente a guitarra egoísta dá lugar à uma bateria lenta mas que tem aquela pegada, deixando a música um pouco mais interessante, apesar de a voz ficar "agudamente" mais enjoativa. Essa faixa me deu dor de cabeça. Por favor Matthew Bellamy, pare de gritar.

Screenager - Enfim, eles se tocaram de que deveriam fazer experimentos para serem uma banda alternativa que se preze, e começam com um tamborzinho, dando um ar meio floresta amazônica para a música. Mas já que a marca da banda é a voz sofrida, aí está ela, fielmente. O orgão (é) bate ponto com sintetizadores nesta música, dando aquele ar espacial como em Bliss.

Darkshines - Jazz, sim, Jazz. Essa música sofreu clara influência deste gênero musical. Mas como a marca do Muse é a música pesada, ela faz parte desta faixa também. É uma das melhores na minha humilde opinião. O solo de sintetizador marca.

Feeling Good - Chega o ponto alto do álbum. It's a new dawn, it's a new day, it's a new life for me. Sinceramente eu já escutei esse verso em algum lugar. Talvez MTV. Mas é a melhor música, o chamado "hit" do álbum. Não precisa de introduções. O ritmo melancólico dá o tom.

Megalomania - Fechando este álbum, uma música calma com melodia agradável, e a voz sofrida. O saldo foi positivo, sendo que é de praxe os álbuns do Muse terem estes elementos. Para os fãs, ótimos 51 minutos. Violão e piano fazem desta canção um ótimo fechamento do álbum. O tom de todos os instrumentos parece mais baixo.

Então foi isso, espero ter agradado todos vocês com mais esta resenha. As bandas de Punk Rock e Rock Alternativo realmente tem os álbuns bem repetitivos, marcando sempre por suas melodias iguais. O Origin of Symmetry marca isso, sendo que todos os fãs de Muse, uma banda relativamente nova, ficaram bem agradecidos pelo lançamento deste CD. Abraços, e até a próxima!